Praça Leopoldo Rudnick
Sonhando acordado com um espaço aconchegante para todos
No dia 28 de fevereiro de 2026, das 8h às 12h, no Centro Social da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, situada no bairro Oxford, representantes governamentais e não governamentais participaram de um evento para expressar sua expectativa, em relação ao perfil de espaço público que a comunidade aspira, quando o assunto de pauta é a reconfiguração da praça Leopoldo Rudnick. Onde hoje temos a praça, era um imóvel da empresa Móveis Rudnick, cujo fundador foi Leopoldo Rudnick, daí a justificativa do homônimo. A mencionada empresa doou o espaço para o Município. A referida oficina de projeto urbano contou com a presença de prepostos de ampla gama de segmentos, entre os quais: Ailos Sistema de Cooperativas, Biblioteca Pública Municipal, Câmara de Vereadores, Conselho Municipal do Idoso, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Departamento de Turismo, Fundação Cultural, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Paróquia Nossa Senhora Aparecida, Secretaria de Planejamento e Urbanismo, Serviço Social do Comércio. A praça foi inaugurada em 16 de setembro de 1998. O bairro Oxford, onde ela está situada, tem 3.386 habitantes. Ele possui equipamentos tais como: indústrias, terminal urbano, escolas, biblioteca pública, etc. Aliás, no referente à biblioteca, no novo projeto, ainda em construção, ela será transferida para dentro da praça. A praça possui uma área de 5.500 m2. A programação do dia foi essa: 8h: abertura; 8h30min: nuvem de palavras: reflexão sobre percepções da praça com uso de celulares; 8h50min: imaginando o futuro da praça: dinâmica com fotos para despertar ideias; 9h20min: coffee break; 9h40min: world café: momento de conversa em grupo sobre perguntas estratégicas; 11h50min: espaço de contribuição: disponibilização do link para contribuições online; 11h55min: encerramento: síntese e validação dos resultados. Fomos orientados a observar, no encontro, as seguintes boas práticas: foco e colaboração: Manter o foco no tema proposto, seguindo as orientações e contribuindo de forma colaborativa para a construção coletiva. Evitando utilizar o celular ou saindo durante a oficina para favorecer a concentração dos participantes; respeito à fala e às pessoas: contribuir para um ambiente seguro e acolhedor. Aguardar a vez para falar, evitando interrupções e tratando com respeito a equipe e os demais participantes; respeito ao tempo: para que todas as pessoas tivessem a oportunidade de se expressar e para que pudessem cumprir o cronograma previsto da oficina, cabendo à equipe fazer o controle de tempo com até dois minutos por participação; respeito às ideias e experiências: fomos orientados a considerar as opiniões e as vivências diferentes, valorizando a diversidade de pontos de vista, mesmo quando houvesse discordâncias; encaminhamentos e demandas: preocupações e reclamações relacionadas ao bairro seriam acolhidas ao final da oficina, para que pudéssemos dedicar o momento ao tema proposto e, assim, garantir um melhor aproveitamento das atividades. O objetivo da nuvem de palavras foi reunir e visualizar opiniões a partir das vivências de cada participante sobre temas específicos: sentimentos, qualidade, defeitos, memórias e necessidades. Nessa etapa fomos desafiados a dizer três palavras que definem nossa primeira impressão da praça, a escrever três coisas que nós mais gostamos na praça, a escrever três coisas que não gostamos na praça. O objetivo do tópico “imaginando o futuro da praça” era despertar nos participantes interesse no futuro da praça, abrindo a mente para novas ideias e começando a expressar quais são as necessidades e intenções dos participantes para a praça. Fomos conduzidos a imaginar que estaríamos visitando a praça no ano de 2030. Na sequência das atividades, tivemos que ir até uma mesa e escolher uma imagem que representasse a suposta experiência e a suposta sensação de estar na praça em 2030. Escolhida a imagem e colada a uma folha em A4, no espaço inferior escrevemos a experiência, como se a estivéssemos relatando a um amigo. Após o coffee break, tivemos o world café, cujo objetivo foi criar um ambiente acolhedor, em que as pessoas pudessem expor e espacializar suas ideias livres de censura. O objetivo foi compartilhar saberes em busca de questões significativas e soluções que possam direcionar a proposição de forma coletiva dos valores, programa de necessidades e localização e setorização no espaço para o projeto. Para essa atividade houve divisão do grande grupo para formação de equipes segundo a cor do crachá, foram escolhidos os respectivos relatores para cada equipe, houve um momento para refletir e dialogar, e fomos orientados a dar nossa própria opinião e a ouvir a do outro, bem como o zelo para com o uso do tempo concedido para a atividade. Fomos convidados a listar até seis valores que seriam os desejados como aqueles que a praça ideal deveria transmitir aos usuários. As perguntas norteadoras foram estas: quais qualidades você busca em um espaço público ideal? Como a praça poderia melhorar a convivência entre as pessoas? Quais sentimentos a praça deve despertar nas pessoas? Quando o projeto estiver pronto, o que nós queremos que o espaço proporcione? No tópico “programa de necessidades” tivemos que listar as atividades, os espaços e os equipamentos que nós quereríamos que tivessem na praça e que nos fizessem passar mais tempo nela. As atividades a serem nominadas teriam de abarcar o período diurno e noturno, inverno e verão, sol e chuva. As atividades deveriam contemplar a diversidade de gênero e idades. A pergunta norteadora seria esta: quais espaços ajudariam a promover encontros, brincadeiras, descanso ou exercícios? Localização e setorização dos espaços: a partir do que foi levantado nas sínteses anteriores, como organizaríamos espacialmente estas funções na praça? Aqui tivemos que expor nossos dotes artísticos, desenhando sobre o mapa. Um comando orientativo: use manchas, cores, flechas, desenhos, fotos para expor o que pensa. Duas perguntas: quais espaços devem ficar próximos para que funcionem juntos? Qual área mais movimentada? Qual área mais tranquila? Após a realização da oficina, os próximos passos serão estes: sistematização dos resultados pela equipe técnica, montagem do Caderno do Projeto, disponibilização do material para contribuições no Grupo do WhatsApp, e, por fim, disponibilização para o público no Geobensul. O cronograma: maio: elaboração do estudo preliminar; maio: apresentação do estudo preliminar; julho: elaboração do anteprojeto; dezembro: contratação e desenvolvimento do projeto executivo; 2027: licitação. A participação foi de altíssima qualidade, com engajamento e adesão às propostas de atividade, sem par. Parabenizo a todos, principalmente ao pessoal da Secretaria de Planejamento e Urbanismo, que envidou todos os esforços para a beleza e a eficácia do evento. O encontro trará muita luz à comunidade do bairro Oxford e à sociedade são-bentense!



