Pierogi tem origens medievais, diz professora polonesa
Renata Matusiak vive há quase dois anos no Brasil, atuando em Papanduva
“Se tem uma coisa que une Papanduva, não é política, nem futebol: é o cheiro de massa recheada vindo da cozinha da avó. Sim, estamos falando deles, os famosos pierogi”. A definição é da professora Renata Matusiak, polonesa que vive há quase dois anos no Brasil, atuando no município com o ensino de língua polonesa.
À medida que se aproxima a Festa do Pierogi, marcada para os dias 10, 11 e 12 de abril, no CTG Os Vaqueanos, um dos principais símbolos da cultura polonesa é, naturalmente, o centro das atenções. Mais do que um prato típico, o pierogi representa uma herança histórica e afetiva que atravessa gerações e conecta famílias.
“Pier”
De acordo com ela, a própria origem da palavra revela o significado cultural do prato. “A palavra ‘pierogi’ vem de um termo do polonês antigo (‘pier’) ligado à ideia de festa, banquete, de estar junto. Com o tempo, passou a designar algo que pertence à celebração”, explica ela, que atua no País como enviada pelo Centro de Desenvolvimento da Educação Polonesa no Exterior.
Idade Média
Com registros que remontam à Idade Média, o preparo de receitas semelhantes já fazia parte da alimentação na Polônia há séculos. O termo “pierogi”, por sua vez, passou a integrar oficialmente a língua polonesa no século XVII. Desde então, o prato se consolidou como presença constante em ocasiões especiais.
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