
O sentido da soberania: do 4 de julho à verdadeira independência do povo
Por Alan Alves Moreira
No 4 de julho de 2026, o mundo voltou os olhos para a celebração da Declaração de Independência dos Estados Unidos, marco histórico de 1776 que simbolizou a ruptura de um povo contra o domínio colonial britânico. Mais do que uma data festiva para os norte-americanos, esse momento nos convida a uma reflexão profunda sobre o conceito de soberania e a eterna luta das nações para se libertarem do imperialismo e de forças externas que tentam ditar seus destinos.
Quando olhamos para a nossa própria história, encontramos no 7 de setembro o nosso próprio grito de basta. Tanto o processo americano quanto o brasileiro nasceram do mesmo anseio: a necessidade de um povo governar a si mesmo, revertendo a lógica em que as riquezas produzidas localmente serviam apenas para sustentar e enriquecer metrópoles distantes. Libertar-se do imperialismo, seja ele o colonial clássico do passado ou o econômico e tecnológico do presente, é a condição primeira para que qualquer nação possa se desenvolver de forma justa.
A grande lição que o 4 de julho e a nossa própria independência nos deixam é que a soberania nacional não é um documento estático, assinado no passado; é uma construção diária. Um país só é verdadeiramente livre quando seu povo é livre da fome, da dependência e da exploração. Não há independência real quando as decisões estratégicas sobre os nossos recursos naturais, nossa energia e nossa economia ficam sujeitas aos interesses de grandes potências globais ou do mercado financeiro internacional, em detrimento do bem-estar social.
Como pré-candidato a deputado federal pelo PSB, defendo que o Brasil precisa reafirmar sua altivez no cenário internacional. Precisamos de um projeto nacional de desenvolvimento que valorize as nossas potencialidades, proteja as nossas riquezas e garanta que o fruto do trabalho dos brasileiros permaneça aqui, gerando emprego, renda, saúde e educação de qualidade para a nossa gente.
Celebrar a independência das nações é lembrar que o poder emana do povo e para o povo deve retornar. Que a inspiração das grandes rupturas históricas nos fortaleça para continuar combatendo todas as formas modernas de submissão, construindo um Brasil forte, autônomo e verdadeiramente soberano.
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