Jornal Liberdade
No dia 4 de outubro, vote pelo Planalto Norte, vote em quem é daqui

No dia 4 de outubro, vote pelo Planalto Norte, vote em quem é daqui

Luiz Henrique Saliba Filho

JL
11 de setembro de 2026
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A escolha de quem irá representar a região deve considerar trajetória, propostas, preparo e compromisso com as necessidades dos municípios

Aproxima-se o dia em que os eleitores catarinenses irão às urnas para escolher seus representantes. Para o Planalto Norte, a eleição representa também uma oportunidade de refletir sobre uma questão que ultrapassa nomes e partidos: quem estará preparado para representar os interesses da nossa região?

Antes de escolher um candidato, é importante ir além do nome apresentado na urna. Conhecer sua trajetória, avaliar suas propostas, observar sua relação com a região e entender sua disposição para manter o diálogo depois da eleição são atitudes que contribuem para uma decisão mais consciente.

O primeiro passo é olhar para o próprio Planalto Norte. Quais são as nossas principais necessidades? Quais problemas precisam ser enfrentados com maior urgência? Quais setores da economia precisam de atenção? Quais investimentos podem contribuir para gerar desenvolvimento e oportunidades?

Uma região que conhece suas próprias prioridades também está mais preparada para avaliar quem pretende representá-la.

Outro aspecto fundamental é a trajetória dos candidatos. Experiência, atuação profissional, conhecimento da administração pública e participação na vida da comunidade são elementos que ajudam o eleitor a compreender quem está pedindo seu voto e qual é sua capacidade de assumir a responsabilidade de representar a população.

Também é necessário olhar para as propostas. Elas respondem aos problemas reais do Planalto Norte? São compatíveis com as características econômicas e sociais dos nossos municípios? Apresentam caminhos concretos para questões como infraestrutura, energia, segurança, desenvolvimento econômico, agricultura e geração de oportunidades?

Representar uma região exige mais do que ocupar uma cadeira em um espaço de decisão. Exige capacidade de diálogo, articulação e disposição para defender prioridades.

E talvez uma das perguntas mais importantes seja justamente aquela que muitas vezes é esquecida depois da eleição: o representante continuará ouvindo a região quando a campanha terminar?

O compromisso com o Planalto Norte não pode existir somente durante o período eleitoral. As demandas dos municípios continuam depois da apuração dos votos. Os problemas permanecem, novas necessidades surgem e as decisões tomadas no Estado continuam produzindo efeitos sobre a vida de quem mora e trabalha aqui.

Por isso, a representação regional precisa ser compreendida como uma responsabilidade permanente.

A força da escolha regional

O Planalto Norte possui características, necessidades e potencialidades próprias. Nossa economia, nossa produção, nossas cidades e nossa população enfrentam desafios que precisam estar presentes nas discussões e decisões do Estado.

Ter uma representação política comprometida com essa realidade pode contribuir para que as demandas regionais tenham maior presença nos espaços onde são definidas políticas públicas, investimentos e prioridades.

Isso não significa que exista apenas uma maneira de pensar ou um único nome possível. Significa que o eleitor deve avaliar todos os candidatos e escolher aqueles que considera mais preparados para representar seus interesses e os interesses da região.

A democracia se fortalece quando o voto é acompanhado de informação, responsabilidade e participação.

No dia 4 de outubro, antes de escolher, conheça. Antes de decidir, compare. Avalie trajetórias, propostas e compromissos.

O futuro do Planalto Norte também passa pela urna. Vote consciente. Vote pensando na nossa região.

Luiz Henrique Saliba Filho

Jornalista Pós-Graduado em Inteligência de Estado e de Segurança Pública.

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