O Fim da Escala 6x1 vai Melhorar o Faturamento do Comércio Local, Varejistas e Atacadistas
Mais do que um custo, a mudança funciona como um motor econômico através do efeito multiplicador.
O debate sobre o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais exige olhar para os dados reais. Em Santa Catarina, grandes corporações como a Havan manifestam oposição à medida, mas a matemática dos balanços oficiais mostra que o setor tem solidez de sobra para absorver a transição.
Em 2025, o Grupo Havan registrou um lucro líquido histórico de R$ 3,4 bilhões, enquanto sua folha de pagamento anual estimada ficou em torno de R$ 1,8 bilhão. Ou seja, o lucro livre da empresa é praticamente o dobro do custo total com seus 22 mil colaboradores. Uma redução de jornada que gere um ajuste estimado em 10% na folha representaria cerca de R$ 180 milhões ao ano — um valor totalmente absorvível diante de um lucro bilionário.
Mais do que um custo, a mudança funciona como um motor econômico através do efeito multiplicador. O dinheiro pago em horas extras ou novas contratações vai direto para o bolso do trabalhador de média e baixa renda, que tende a reinjetar esses recursos imediatamente na economia local.
Podemos até considerar variações nessas projeções de mercado, mas ainda que o incremento real de faturamento seja de R$ 1,8 bilhão, R$ 1 bilhão ou R$ 800 milhões, o retorno em vendas gerado por uma economia aquecida supera significativamente o custo inicial do ajuste da jornada. O aumento do consumo de produtos básicos e bens duráveis compensa o investimento na força de trabalho.
Os primeiros beneficiados são os setores de consumo primário e essencial: supermercados, postos de combustíveis, lojas de vestuário, farmácias e o comércio de bairro. Além disso, o trabalhador com mais tempo livre passa a consumir mais serviços de lazer, restaurantes, turismo e entretenimento nos seus dias de folga.
A história econômica demonstra que o fortalecimento do mercado interno não quebra empresas; pelo contrário, cria novos clientes. Ao garantir mais descanso e poder de compra, estimula-se um ciclo virtuoso onde o dinheiro circula mais rápido, aumentando o faturamento dos próprios empresários e empreendedores. Acima de tudo, essa mudança representa um ganho inestimável em qualidade de vida para os funcionários, suas famílias e para a sociedade. Valorizar quem trabalha é o melhor negócio para Santa Catarina
Autor: [Alan Alves Moreira], Pré-candidato a Deputado Federal pelo PSB-SC
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