Jornal Liberdade
Investigação sobre "Rachadinha" no Gabinete de Carlos Bolsonaro

Investigação sobre "Rachadinha" no Gabinete de Carlos Bolsonaro

​Por: Alan Alves Moreira

Alan Alves Moreira
23 de junho de 2026
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​O que diz a acusação?

​O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) investiga o esquema conhecido como "rachadinha", onde servidores públicos são coagidos a devolver parte de seus salários para a chefia do gabinete ou para o próprio parlamentar.

​No caso do gabinete de Carlos Bolsonaro, um laudo técnico revelou mais de 600 depósitos realizados por assessores na conta bancária do então chefe de gabinete, Jorge Luiz Fernandes. O montante dessas transferências específicas identificadas pelo MP passou de R$ 2 milhões.

​Onde entra o valor de R$ 7 milhões a R$ 8 milhões?

​A quantia mais alta mencionada em relatórios anteriores da investigação (por volta de R$ 7 milhões) refere-se ao valor total pago pela Câmara de Vereadores, ao longo de anos, a um grupo de servidores suspeitos de serem "funcionários fantasmas" — ou seja, pessoas que recebiam salários públicos do gabinete, mas não exerciam de fato a função ou não tinham registro de presença na Câmara.

​Atualização Recente do Caso (2026)

​Reabertura do caso: O inquérito contra Carlos Bolsonaro havia chegado a ser arquivado no segundo semestre de 2024. No entanto, no início de fevereiro de 2026, o Ministério Público do Rio de Janeiro determinou a reabertura das investigações, considerando que o arquivamento anterior havia sido prematuro.

​Assessores viram réus: Em junho de 2026, o ex-chefe de gabinete Jorge Luiz Fernandes e outros seis ex-assessores se tornaram oficialmente réus na Justiça sob a acusação de peculato (desvio de dinheiro público).

​Situação de Carlos Bolsonaro: Até o momento atual das denúncias aceitas pela Justiça, o parlamentar Carlos Bolsonaro em si não foi denunciado formalmente nestas ações específicas enviadas ao tribunal, embora o caso continue sendo monitorado pela Promotoria.

​O que diz a defesa?

​A defesa de Carlos Bolsonaro e dos envolvidos sempre negou a existência de qualquer irregularidade ou ilegalidade no funcionamento do gabinete, sustentando que as acusações têm motivações políticas e que todas as movimentações financeiras dos servidores possuem justificativas legais.

​Espero que essa síntese tenha ajudado a esclarecer as informações e os valores reais que constam nos processos! Ficou alguma dúvida sobre o funcionamento dessa investigação?

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