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Crise Climática Derruba Safra do Pinhão no Planalto Norte e Alerta Autoridades

Crise Climática Derruba Safra do Pinhão no Planalto Norte e Alerta Autoridades

​Por: Alan Alves Moreira

Alan Alves Moreira
25 de junho de 2026
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​Queda na colheita em São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho gera prejuízos financeiros e mobiliza lideranças da região

​A safra do pinhão em 2026 acendeu um sinal de alerta vermelho no Planalto Norte catarinense. O que antes era sinônimo de fartura e renda extra para centenas de famílias rurais em São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho, transformou-se em uma das piores crises extrativistas das últimas décadas. Dados oficiais da Epagri confirmam uma quebra de safra estimada em cerca de 32% em nível estadual, mas a realidade observada nas matas de araucária da nossa região é ainda mais severa, com muitas propriedades registrando uma produção praticamente nula.

​O Impacto Financeiro Regional

​O sumiço das pinhas traz um reflexo econômico imediato e doloroso para o bolso do homem do campo. Para compreender a dimensão do prejuízo, no ano anterior, o mercado do pinhão movimentou mais de R$ 32 milhões em Santa Catarina, com o preço médio pago ao produtor fixado na casa dos R$ 6,44 por quilo.

​Com a redução drástica de mais de um terço do volume colhido neste ano, estima-se que a economia agrícola regional e os catadores extrativistas deixem de arrecadar cerca de R$ 10 milhões em circulação direta de recursos. Nas cidades de São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho, famílias inteiras perderam de 50% a até 90% da receita esperada para este período do ano.

​O Olhar das Lideranças e a Defesa do Homem do Campo

​Como pré-candidato a deputado federal e profundo conhecedor das demandas do Planalto Norte, manifesto minha profunda preocupação com as perdas sofridas pelos produtores de São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho. O momento exige um olhar atento e políticas públicas voltadas à proteção do pequeno produtor.

​Ver de perto as famílias rurais da nossa região sem o pinhão, que é o sustento e a tradição do nosso inverno, é preocupante. Esse prejuízo financeiro, que ultrapassa a marca de milhões de reais, não afeta apenas o agricultor, mas enfraquece o nosso comércio local e o turismo colonial. Defendo que precisamos de mecanismos federais e estaduais robustos de apoio à agricultura familiar e ao extrativismo sustentável para que o nosso trabalhador não fique desamparado diante de quebras climáticas severas como esta.

​O Efeito Dominó na Região

​A escassez empurrou os preços para o alto. Em várias cidades, o preço final do pinhão ao consumidor apresentou forte variação nas bancas e supermercados devido à baixa oferta.

​Em Campo Alegre, tradicional reduto do turismo de inverno, comerciantes relatam dificuldades para abastecer os estoques de produtos coloniais, sendo obrigados a trazer pinhão de outras praças, o que encarece o frete.

​Em São Bento do Sul e Rio Negrinho, restaurantes especializados na culinária típica enfrentam dificuldades para manter pratos tradicionais, como o entrevero, no cardápio sem repassar o custo aos consumidores.

​A expectativa de especialistas é de que o ciclo da araucária se restabeleça nos próximos períodos, mas para o ano de 2026, o Planalto Norte terá que enfrentar com resiliência os impactos de um inverno sem a sua maior riqueza nativa.

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