
BODE EXPIATÓRIO
A IGNORÂNCIA, A DOUTRINAÇÃO E O CORAÇÃO CORRUPTO LEVAM À INSANIDADE
BODE EXPIATÓRIO.
VOCÊ É O CULPADO!

Sente, se agarre, respire fundo, ou então, nem leia o texto. Mas, se ler, se contenha, não julgue nada de modo apressado. O tema é sobre a crueldade humana, que nasceu com a humanidade e continua com a humanidade.
Caim matou seu próprio irmão, Abel; Os “escolhidos por Deus” sacrificavam animais para louva-Lo com sangue.
Inclusive o Antigo Testamento afirma muitas vezes que sem sangue não há perdão. “... no lugar santíssimo, ele aplicava esse sangue no propiciatório na presença de Deus, a fim de satisfazer as exigências de Sua lei; pois, pecado é transgressão da lei e sem sangue não há perdão (I João 3:4; Hebreus 9:22)”.
Sempre se praticava a lei OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE, SANGUE POR SANGUE.
Agora começa a história do bode expiatório.
A palavra expiar significa levar culpa que não é sua, um inocente que paga pelos erros dos outros.
Em um mil e trezentos anos antes de Jesus Cristo, - século XIII A.C. – o povo de Israel praticava a expiação.
A origem está em Levítico 16, o ritual do Yom Kippur, o Dia da Expiação.
Como acontecia:
ELE EXPIAVA A CULPA DOS HOMENS

Todos "santos" de cabeça baixa decretando a pena capital ao pobre e inocente animal. E, vejam: esse era o povo escolhido por Deus para viver na Terra Santa.
Dois bodes eram separados: Na entrada da Tenda do Encontro, o Sumo Sacerdote pegava dois bodes idênticos e tirava a sorte. Um era "para o Senhor", o outro "para Azazel".
Azazel pode significar 3 coisas:
*o nome do deserto, um espírito do deserto (demônio), ou simplesmente "o bode que parte".
*Um morria, o outro ficava vivo: O bode "para o Senhor" era sacrificado. O sangue dele purificava o Santuário.
*O segundo bode permanecia vivo para ser sacrificado cruelmente depois.
A transferência do pecado: Aí vem a parte central.
O Sumo Sacerdote colocava as duas mãos sobre a cabeça do bode vivo e confessava em voz alta todas as iniquidades, rebeliões e pecados do povo de Israel. Era como se ele estivesse jogando a culpa toda em cima do animal.
ABANDONADO PARA MORRER

Seu destino: abandono, sol abrasador, fome, sede, sofrimento extremo, morte.
O exílio: Depois disso, um homem designado levava esse bode vivo para longe, para o deserto, para um "lugar solitário", e soltava ele lá para morrer. Ele levava simbolicamente os pecados para fora da comunidade.
Na tradição judaica posterior, para garantir que ele não voltasse, esse homem levava o bode até um penhasco no deserto e o empurrava.
Então não era um linchamento público. Era um ritual de eliminação: um bode morria para pagar, o outro ia embora para carregar a lembrança do pecado para longe.
Essa ideia não era só de Israel.
Os gregos tinham o pharmakos, onde uma pessoa marginalizada era expulsa da pólis em tempos de peste, e os hititas tinham rituais parecidos com carneiros.
Daí veio a expressão que usamos hoje: bode expiatório é quem paga a culpa dos outros, sem ter feito nada.
Vamos ver se entendemos a questão.
O povo pecava, mas não queria ficar em estado de pecado. Aí criaram um “santo” ritual para sacrificar animais inocentes, que nada tinham a ver com os erros dos humanos. Para se livrarem dos seus pecados, matavam um animal, tiravam seu sangue e passavam por todo o “Santuário” “pois sem sangue não há perdão”.
O outro animal recebia toda a carga de pecados da população através da imposição das mãos do sacerdote e era levado para o deserto para morrer sem água, sem comida, sem defesa ou atirado num precipício para garantir que não voltaria com os pecados.
Bem, nem vamos descrever o grau de crueldade dos “santinhos” que, para agradar a Deus, cometiam tamanha insanidade.
Depois voltavam a pecar, igualzinho ou até pior que antes e, no ano seguinte repetiam tudo de novo sacrificando bichinhos inocentes.
Amigos, convido-os a imaginar (ou se quiser, nem imagine, pode fazer mal) quanto sofre um ser vivo, desde que é abandonado num deserto, com calor infernal, sofrendo sede e fome até seu coração não aguentar e dar o último suspiro como acontecia com aqueles bichos inocentes e indefesos e, em alguns casos, até com pessoas.
O QUE FOI QUE EU FIZ?

Poderíamos ter evitado a publicação desse artigo, não tivemos prazer nenhum em publica-lo, mas é necessário que reflitamos sobre nós mesmos, quantos atos cruéis praticamos contra pessoas e animais, pelo ódio, pelo orgulho, pela ignorância, pela inveja, pela arrogância, pelo racismo, pela doutrinação...
O CACHORRINHO QUE SÓ QUERIA FAZER XIXI.
QUEM MANDA AQUI SOU EU!

Às vezes a pessoa parece ser do bem, mas seu coração é um mar de lama fétida.
Vimos, há alguns dias atrás, numa cidade do litoral catarinense, uma senhora puxando seu cachorrinho por uma corda presa ao seu pescoço. Ele a acompanhava com seus passinhos ligeiros e sentindo a necessidade de fazer xixi pulou para dentro de um matinho à beira da estrada. Ela, impaciente, puxou-o, suspendeu-o na corda e continuou caminhando. O bichinho gritava esganado, sendo sufocado, pendurado pela corda na garganta, indefeso, sem ter cometido erro algum. Com um nó no coração vimos ele sendo levado e fazendo xixi naquele sufoco.
A dona merecia ser presa e responder por seus atos, mas sem provas -vídeo, fotografia ou testemunhas- nada pudemos fazer. Apenas torcemos para que ela baixasse o cachorrinho ao chão para que ele pudesse respirar e andar normalmente.

Quanto às cerimônias, ritos, dogmas, crenças e adorações à Deus... cuidado! Pode ser que há muito tempo isso tudo sejam doutrinas criadas para fazê-lo acreditar num deus falso inventado pelo homem para sustentar um sistema de opressão e medo, mas que você acredita ser verdadeiro e confessa uma falsa fé e, talvez, isso o leve a ser uma dessas pessoas cruéis. Que Deus derrame suas bençãos e graças sobre você para que isso não aconteça!
Se essas duas histórias de crueldade o fizeram meditar e refletir, siga em frente com o propósito de levar amor a todas as criaturas. Sempre louve e sirva a Deus e nunca ao demônio. Que o seu coração seja um ninho de amor e um salão de festas colorido, perfumado e amplo para todos os que desejarem se abrigar nele!
Obrigado! Abraços de Celso e de Mariana!
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