Jornal Liberdade
O Reflexo no Planalto Norte: Demandas em São Bento do Sul e Papanduva

O Reflexo no Planalto Norte: Demandas em São Bento do Sul e Papanduva

Por Alan Alves Moreira

Alan Alves Moreira
10 de julho de 2026
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O impacto desse crescimento acelerado e da falta de repasses estruturais é sentido diretamente nos municípios. Mesmo em regiões tradicionais como o Planalto Norte, a pressão sobre o sistema público é evidente.

O Gargalo da Saúde em São Bento do Sul: Como polo industrial que atrai trabalhadores de diversas regiões, São Bento do Sul enfrenta uma demanda crescente que sobrecarrega as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e estica as filas de espera por consultas com especialistas e exames de alta complexidade. O tempo que o trabalhador perde aguardando por um diagnóstico médico é um limitador do seu bem-estar e da sua produtividade.

A Pressão Social em Papanduva: No interior e em municípios em desenvolvimento como Papanduva, o desafio se estende à infraestrutura urbana e ao suporte ao homem do campo. A necessidade de ampliação de vagas em creches para que as mães possam trabalhar e o fortalecimento da assistência básica de saúde são pautas urgentes para fixar as famílias no município com dignidade.

"Não adianta Santa Catarina ser o estado do pleno emprego se o trabalhador precisa madrugar em uma fila para conseguir uma consulta ou se não tem onde deixar o filho para ir trabalhar. O tempo de quem produz está sendo jogado fora pela falta de planejamento e investimento proporcional do governo", pontua Alan Alves Moreira.

O Cenário Estadual: Filas da Saúde e Pressão Urbana

Quando se olha para o mapa do estado, o diagnóstico se repete de forma ainda mais aguda, especialmente no eixo litorâneo e nas regiões metropolitanas.

A maior queixa da população catarinense em relação às esferas de governo hoje é a demora crônica na saúde pública. Milhares de pessoas aguardam meses por cirurgias eletivas no SUS. Hospitais regionais operam constantemente no limite de suas capacidades técnicas e de pessoal, incapazes de absorver o fluxo de novos residentes que chegam mensalmente.

Além da saúde, a educação infantil e o saneamento básico completam a tríade de maiores reclamações. Cidades que viram sua população dobrar em poucos anos sofrem com o deficit de vagas em creches públicas e com sistemas de esgoto e distribuição de água que já não dão conta da demanda habitacional, ameaçando inclusive o equilíbrio ambiental.

A Proposta: Descentralização e Eficiência para Valorizar o Tempo do Cidadão

Para Alan Alves Moreira, a solução para o sufocamento dos serviços públicos em Santa Catarina passa diretamente por uma mudança de postura em Brasília, com foco em duas frentes parlamentares:

Revisão de Critérios para Repasses Federais: Atualmente, os repasses de verbas da União para a saúde e educação demoram anos para se ajustar ao real tamanho da população local. Alan defende que os fundos federais utilizem projeções populacionais atualizadas anualmente pelo IBGE, garantindo que o dinheiro chegue na mesma velocidade em que a população cresce.

Digitalização e Desburocratização (Mais Tempo Livre): Aplicação de tecnologia para cortar o tempo de espera em processos públicos. O cidadão deve resolver suas demandas com o Estado na palma da mão, reduzindo filas físicas e otimizando o gasto com a máquina pública para que sobrem recursos para o atendimento final na ponta (médicos, professores e estrutura).

O crescimento de Santa Catarina é motivo de orgulho, mas precisa vir acompanhado de ordem e respeito a quem sustenta o estado. Garantir serviços públicos eficientes é devolver ao cidadão catarinense o seu ativo mais valioso: o tempo para produzir, empreender e viver com dignidade.

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