Cigarrinha-do-milho volta a preocupar a região
Epagri reforça importância do manejo inicial contra o inseto que pode acabar com plantações
Levantamento do programa “Monitora Milho SC”, realizado entre 26 de janeiro e 2 de fevereiro, identificou alta presença da cigarrinha-do-milho nas lavouras catarinenses, com média estadual de 79 insetos por armadilha. Entre os municípios monitorados, há registros em Mafra e em Major Vieira, no Planalto Norte.
De acordo com a pesquisadora Maria Cristina Canale, do centro de pesquisa da Epagri, o aumento populacional nesta fase entre a colheita e o plantio da safrinha é esperado, mas exige atenção dos produtores. As lavouras nas fases iniciais do desenvolvimento são mais vulneráveis à infecção por enfezamentos e viroses, doenças que só apresentam sintomas quando a planta já está formada, podendo comprometer a produtividade.
Medidas
Entre as medidas indicadas estão a regulagem adequada das colheitadeiras para evitar perdas de grãos, o cuidado com o plantio próximo a lavouras maduras e o uso combinado de inseticidas e soluções biológicas sempre que possível.
O monitoramento semanal do programa reúne dados de dezenas de lavouras no estado e serve como ferramenta para orientar decisões dos produtores, já que ataques de cigarrinhas infectadas podem reduzir significativamente a produção de milho.



