
Casa, roupas e eletrônicos lideram a lista da Black Friday
Catarinenses devem gastar, em média, R$ 1.553 neste ano, conforme a Fecomércio
Os catarinenses que pretendem aproveitar as promoções da Black Friday devem gastar, em média, R$ 1.553 neste ano. O valor é 6,4% menor que o de 2025, quando a média ficou em R$ 1.659, mas continua bem acima de anos anteriores: supera em 20,5% os R$ 1.289 de 2023 e é mais que o dobro dos R$ 664 registrados em 2021. Os dados são de pesquisa da Fecomércio SC realizada em sete cidades do estado.
A queda em relação ao ano passado se explica, principalmente, por Florianópolis. Na capital, a intenção de gasto despencou 67,8%, de R$ 3.986 para R$ 1.284, voltando a um patamar parecido com o de 2023, depois de um resultado fora da curva em 2025. Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, o valor médio ainda é expressivo e mostra que a data se firmou como uma das mais importantes para o comércio, desde que os lojistas estejam preparados para atender ao público.
Alta
Enquanto a capital recuou, Blumenau disparou. A cidade lidera o ranking, com média prevista de R$ 2.760, alta de 121,7% sobre os R$ 1.245 do ano anterior. Joinville aparece em segundo, com R$ 1.930, apesar de uma retração de 8,1%. Itajaí subiu 19,7%, para R$ 1.801, e Lages teve avanço de 79,2%, chegando a R$ 957. Criciúma e Chapecó registraram quedas de 6,9% e 3,6%, com médias de R$ 923 e R$ 1.219, respectivamente.
O bolso, na percepção dos consumidores, vai bem. Para 83,2% dos entrevistados, a situação financeira está igual ou melhor que há um ano, sendo que 39,4% dizem estar em condição melhor. A fatia dos que sentem piora, porém, cresceu de 13% para 16,1%. Joinville tem o cenário mais otimista, com 94,6% afirmando estar igual ou melhor, seguida de Blumenau, com 92,7%.
Lista de compras
Na lista de compras, os produtos para a casa estão à frente. Móveis, eletrodomésticos e utilidades domésticas somam 24,6% das intenções, praticamente empatados com roupas e calçados, que têm 24,1%. Eletrônicos aparecem com 18,2%, seguidos de perfumaria e cosméticos (8,4%), brinquedos (7%) e cama, mesa e banho (4,6%).
Quando o assunto é o valor por item, viagens e passagens aéreas lideram, com gasto médio de R$ 2.877, à frente de eletrônicos (R$ 2.321), acessórios para carros e motos (R$ 2.305), móveis e eletrodomésticos (R$ 2.184) e vestuário e calçados (R$ 1.051). Renovar itens da casa e da família é a principal motivação para 44,9% dos consumidores, enquanto 34,3% querem comprar para si mesmos e 13,5% pretendem antecipar os presentes de Natal.
Pix
O Pix ganhou ainda mais espaço e se tornou a forma de pagamento preferida, citada por 33% dos entrevistados, ante 25,5% em 2025. O cartão de crédito parcelado vem em seguida, com 21,3%, e o débito, com 20%. O crediário quase sumiu das intenções, caindo de 8,3% para 2%. O uso de crédito para bancar as compras também diminuiu, de 35,3% para 26%, enquanto o 13º salário mais que dobrou de importância, passando de 6,1% para 15,2% como fonte dos recursos. A renda mensal segue como principal origem do dinheiro, com 37,7%.
Internet
A internet passou a concentrar mais da metade das intenções de compra, com 51,7%, contra 43,2% no ano passado, somando sites, aplicativos de lojas e redes sociais. Ainda assim, as lojas de rua continuam sendo o canal mais citado individualmente, com 36,9%, à frente dos shoppings, com 8,9%.
O consumidor também está mais atento ao preço. Custo e descontos são decisivos para 64,3% dos entrevistados, bem acima dos 52% de 2025. Quase metade (44,1%) pretende comparar valores entre lojas, e 40,4% dizem verificar com antecedência se as promoções são reais.
Influência
Só 9,2% admitem comprar por impulso na maior parte das vezes. Na hora de escolher onde comprar, as redes sociais são a principal influência, com 34,6% das menções, e os depoimentos de outros clientes ganharam peso, sendo citados por 23,9%, quase o dobro dos 13,1% do ano anterior.
Pesquisa completa
A pesquisa completa está disponível aqui.






