Mobilização regional suspende criação do Parque Nacional do Quiriri com apoio de Alan Alves Moreira
SÃO BENTO DO SUL
A mobilização de moradores, produtores rurais e lideranças regionais em torno da proposta de criação do Parque Nacional da Serra do Quiriri-Araçatuba ganhou um novo e importante capítulo. Após forte articulação da comunidade, o procedimento para criação da unidade de conservação foi momentaneamente suspenso, em uma decisão vista como vitória da força popular e do diálogo regional.
Entre os apoiadores do movimento esteve o pré-candidato a deputado federal pelo PSB, Alan Alves Moreira, que participou das discussões e reforçou a defesa dos interesses das famílias e produtores que vivem na região.
Colonos lideram defesa do território
No centro da mobilização estão os colonos e produtores que há décadas vivem, produzem e preservam a Serra do Quiriri. Moradores como Dona Marli, Francisco e Jonas simbolizam gerações que ajudaram a construir a realidade econômica, social e ambiental da localidade.
São famílias que conhecem profundamente cada estrada, nascente e área produtiva, fruto de uma relação histórica com o território. A presença ativa desses moradores foi decisiva para reforçar que qualquer medida sobre a área precisa respeitar quem sempre esteve no local.
Defesa dos interesses da região
Durante o movimento, Alan Alves Moreira destacou a preocupação com a falta de clareza sobre os impactos socioeconômicos do projeto. Segundo ele, a proposta, da forma como vinha sendo conduzida, poderia comprometer a autonomia produtiva de São Bento do Sul e municípios vizinhos.
“Não somos contra a preservação, mas somos contra qualquer projeto que ignore quem vive e cuida desta terra há décadas. A suspensão do procedimento é fundamental para garantir transparência e respeito aos direitos da nossa gente”, afirmou.
Vitória construída pela união
A suspensão do processo foi interpretada como uma vitória estratégica da comunidade, resultado da união entre colonos, produtores e sociedade civil organizada.
Entre os principais pontos defendidos pelo grupo estão:
segurança jurídica para os proprietários;
garantia de indenização justa em caso de restrições;
preservação das atividades que sustentam a economia local;
necessidade de estudos técnicos mais transparentes e alinhados à realidade da Serra do Quiriri.
Comunidade segue atenta
Mesmo com a suspensão, a comunidade segue mobilizada e acompanhando os próximos passos do processo. Alan Alves Moreira reafirmou que continuará apoiando as lideranças locais, sempre respeitando o protagonismo dos moradores da região.
O caso do Quiriri reforça uma mensagem clara: não existe preservação efetiva sem ouvir quem preserva na prática há gerações.




