
Inclusão no mercado profissional ganha destaque em São Bento do Sul com a 1ª Jornada PcD promovida pelo COMTER
Nova fase da gestão do COMTER
São Bento do Sul — Promover a autonomia, garantir oportunidades reais e preparar o ambiente corporativo para valorizar o potencial das Pessoas com Deficiência (PcD). Com essa proposta, São Bento do Sul sediará no próximo dia 10 de setembro a Jornada PcD, encontro que reunirá empregadores, profissionais de RH, lideranças comunitárias, sindicalistas e familiares no município.
Organizada pelo Conselho Municipal de Trabalho, Emprego e Renda (COMTER), a iniciativa busca ir além da simples exigência legal de cotas. O foco principal é debater estratégias efetivas para atração, retenção e progressão de carreira dos trabalhadores PcD nas empresas locais.
A programação contará com a presença de especialistas que conduzirão orientações práticas voltadas a gestores, supervisores de produção e equipes de gestão de pessoas. O painel principal será composto por Vanessa Aparecida Lipka (psicóloga e atuante na área de RH), Vanessa Rudnick (especialista em Transtorno do Espectro Autista) e Larissa Renilda Pinto (representante do projeto Pernas Solidárias).
Entre os eixos temáticos do debate estão:
· Desmistificação e quebra de preconceitos na contratação corporativa;
· Acessibilidade e adaptação das estruturas físicas das empresas;
· Estratégias de comunicação interna e acolhimento à neurodiversidade;
· Superação do excesso de proteção familiar e incentivo à independência profissional.
Nova fase da gestão do COMTER
O fórum marca também a fase inicial da nova gestão do COMTER para o ciclo 2026–2028, que assume com expressivo engajamento da representação dos trabalhadores. A liderança do órgão passa a ser exercida por Ivana Aparecida Pereira, do Sindicato dos Servidores Públicos, tendo como vice-presidente Luiz Estadeu Bibow, do Sindicato Ceramista.
A condução do conselho por dirigentes sindicais reforça o debate sobre acessibilidade e igualdade de condições no chão de fábrica e nos escritórios. Para a presidente Ivana Pereira, o compromisso precisa ir além do ato de admissão. "A inclusão de fato não se encerra no contrato assinado. Ela só se concretiza quando o trabalhador ganha espaço para atuar com autonomia, reconhecimento e participação plena", destaca a dirigente.
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