
Aos que se depararão com as urnas no próximo dia 04 de outubro de 2026
Toda reflexão é pouca!
Daniel Vorcaro? Renan Santos? Flávio Bolsonaro? Igreja Batista da Lagoinha? Banco Master? PCC? Nada disto! Prefiro ocupar-me de um assunto de melhor qualidade. No dia 25 de setembro de 2026, em São Paulo, Aloizio Mercadante, presidente do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, palestrou para mais de oitocentas pessoas, representantes dos setores empresarial, financeiro e produtivo. Ele discorreu sobre a importância de compartilhamento de riscos entre a iniciativa privada e a iniciativa pública. Defendeu um trabalho sério de política industrial combinada com transição ecológica. Sua fórmula é clara, realista, e conectada com o futuro: um “crédito indutor, verde e inclusivo”. Um dos temas do momento são os minerais críticos. É uma questão de soberania nacional e da superação de sermos meros exportadores de matérias-primas. Mas a concessão de crédito ocorre dentro de rígidos padrões de viabilidade, do que o zelo pela responsabilidade fiscal dos governos Lula foi a maior prova. Nestas gestões o Brasil assistiu a reiterados superávits próprios. As matérias econômicas não existem no suspenso, elas guardam relação com a segurança jurídica e um bom ambiente de negócios. O presidente da instituição financeira aludida defendeu a normalidade democrática. Segundo ele, um crescimento econômico sustentável só pode se concretizar com o respeito à Constituição Federal e com o respeito ao Estado Democrático de Direito. Mercadante, realista que é, entende que o bem-estar do trabalhador, um valor ético de alta estima a todo cidadão bem-intencionado, alicerça-se numa infraestrutura moderna e integrada. O trabalhador da indústria só ficará bem se a própria indústria estiver funcionando em condições mínimas ou razoáveis de operabilidade. Precisamos descarbonizar o planeta. E o Brasil importa muito nesta conta. Pelo que emite de dióxido de carbono, pelo que pode deixar de emitir, e pelo que pode vender para países ricos cujas empresas têm o dever legal de promover medidas compensatórias. Não há choque entre produção de riqueza, meio ambiente ecologicamente equilibrado e bem-estar social. Esses três elementos são como que três variáveis que carecem ser concatenadas atribuindo-se-lhes o exato e devido valor. É um problema administrativo. E se é problema, então há de ter solução. Do contrário, não seria problema. Todos os países que se acham em circunstâncias semelhantes às nossas estão fruindo um momento de desenvolvimento sem igual. E nós, brasileiros, não podemos perder o bonde da história. Chega de ser colônia. Sejamos parceiros de quem costuma jogar limpo conosco, estabelecendo relações mais paritárias. O mesmo governo comprometido com a indústria bem sabe da relevância de se investir em ciência, educação, tecnologia, infraestrutura, arcabouço financeiro eficiente. O sucesso nasce da conjugação das múltiplas dimensões. Se você é empresário, ou se você é trabalhador da indústria, e acredita que o Brasil deve e precisa viver uma nova e intensa onda de neoindustrialização, sopese o que Mercadante vocalizou ao empresariado da cidade mais industrializada da nossa pátria. Só o trabalho constrói. Mas o esforço de uma nação deve ter rumo, esse sacrifício precisa ser muito bem administrado. O presidente do BNDES bem sabe que riqueza de verdade não advém da criação de um simples CNPJ, usado para fazer malabarismos financeiros. Mercadante não fez promessas levianas, não foi retórico, não foi populista. Ele tão somente acenou que a água benta, o suor do rosto de milhões de brasileiros, não deve ser rifado para ser despendido em festas de gente “bacana”. O que procede de uma linha de produção deve ser revertido em prol do próprio Brasil e dos brasileiros, os grandes protagonistas do milagre econômico. Juntos: pelo nosso país, por todos os brasileiros dados ao trabalho!
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