Saretta defende mais agilidade na saúde e fortalecimento dos hospitais regionais em Santa Catarina
A manifestação ocorreu após a apresentação dos dados da Secretaria de Estado da Saúde
O deputado estadual Neodi Saretta voltou a defender avanços na área da saúde pública em Santa Catarina, destacando a necessidade de maior agilidade e otimização dos serviços para reduzir as filas de espera por exames, consultas especializadas e cirurgias eletivas no Estado.
A manifestação ocorreu após a apresentação dos dados da Secretaria de Estado da Saúde, conduzida pelo secretário Diogo Demarchi, nesta semana, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).
Segundo Saretta, apesar dos números positivos apresentados pelo governo estadual, ainda existem desafios significativos que afetam diretamente milhares de catarinenses que aguardam atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“O Estado e os municípios vivem um momento importante de arrecadação e há condições de avançarmos ainda mais para atender as demandas da sociedade”, afirmou o parlamentar.
O deputado reconheceu o aumento no número de cirurgias realizadas, mas ponderou que grande parte dos procedimentos executados são considerados de menor complexidade. Ele relatou receber frequentemente mensagens de pacientes que aguardam há anos por consultas, exames e procedimentos especializados.
Como exemplo, Saretta citou o caso de uma paciente que, após dois anos de espera, viu sua posição na fila de cirurgias variar de 396ª para 72ª, retornando posteriormente à posição 300ª, com previsão estimada de até 12 anos para atendimento pelo sistema de regulação.
“Não podemos admitir uma espera tão longa. Não se trata apenas de ampliar gastos, mas de otimizar os serviços e fortalecer os centros de atendimento”, ressaltou.
Outro ponto destacado pelo parlamentar foi o fortalecimento da atenção básica e da saúde preventiva nos municípios, considerada por ele a principal porta de entrada do cidadão ao sistema público e essencial para o diagnóstico precoce de doenças.
O deputado lembrou que, quando presidiu a Comissão de Saúde da Alesc em 2017, havia discussões sobre a viabilidade de hospitais menores, com menos de 200 leitos, em municípios como Seara, Lindóia do Sul, Peritiba, Arabutã, Itá e Irani.
“Nós conhecíamos a realidade do Estado e defendemos esses hospitais. A pandemia mostrou claramente a importância dessa estrutura regionalizada”, afirmou.
Atualmente, Santa Catarina conta com cerca de 200 hospitais conveniados ao SUS. Para Saretta, a integração entre grandes hospitais e unidades menores das cidades vizinhas garante maior capilaridade e acesso aos serviços de saúde.
“Sem esses hospitais não teríamos a força e a capacidade de atendimento que Santa Catarina possui hoje”, concluiu o deputado.
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