
Radar Político
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Vetos aumentam o desgaste entre Câmara e Prefeitura
Os vetos do prefeito Tafarel Schons, o Tafa, parecem ter ampliado o descontentamento de alguns vereadores com o Paço Municipal. Ao final da sessão, após a leitura dos vetos, era visível o desconforto entre alguns parlamentares.
O episódio mostra que a relação entre Executivo e Legislativo, que deveria ser pautada pelo diálogo e pela construção conjunta de soluções, atravessa um momento de tensão.
Conselho de Saúde: fiscalização só no papel?
Pessoas do Conselho Municipal de Saúde de Papanduva demonstram insatisfação com o tratamento recebido pela Secretaria Municipal de Saúde. A reclamação ganha peso diante da Lei Municipal nº 2.506/2026, que ampliou e atualizou as atribuições do Conselho.
Lei precisou ser atualizada
Após uma capacitação realizada com os conselheiros, foi constatado que a legislação anterior estava ultrapassada e já não acompanhava as necessidades atuais do Conselho Municipal de Saúde.
A atualização, portanto, deveria representar também uma oportunidade para fortalecer a atuação dos conselheiros e melhorar a relação institucional com a Secretaria de Saúde.
Falta de Transparecia
A impressão relatada é de que o Conselho acaba sendo lembrado principalmente quando chega o momento de aprovar as contas. Como fiscalizar se o Conselho não tem acesso às informações necessárias? Fiscalizar exige acesso às informações, transparência e diálogo.
Lei nova, prática nova
A reformulação da lei só terá sentido completo se vier acompanhada de uma mudança na prática. Secretaria e Conselho precisam estabelecer um canal permanente de diálogo e cooperação.
Afinal, uma legislação atualizada pode fortalecer o controle social, mas, sem acesso às informações e sem parceria institucional, a fiscalização corre o risco de continuar existindo mais no papel do que na prática.
El Niño: seis perguntas e nenhuma resposta
Na semana passada, a redação encaminhou seis perguntas à Defesa Civil de Papanduva sobre possíveis impactos do El Niño e as medidas de preparação do município.
Até agora, nenhuma resposta.
A questão não é apenas jornalística. É uma pauta de interesse público. Se existe a possibilidade de eventos climáticos mais severos, a população tem o direito de saber se o município está preparado, quais são os protocolos e como escolas, famílias e comunidades devem agir. Informação também é prevenção. E, nesse caso, silêncio não ajuda ninguém.
A água voltou à tribuna. E continua faltando na torneira
A falta de água voltou a ocupar espaço na Câmara de Vereadores de Papanduva depois da pressão dos moradores. O assunto foi levado à tribuna livre e, mais uma vez, não faltaram discursos.
O problema continua na torneira — e a população não bebe discurso. Moradores de Papanduva seguem enfrentando falta de água e levantando questionamentos sobre a qualidade do tratamento.
Não basta saber quem deve fiscalizar ou quem deveria resolver. É preciso planejamento, investimento e medidas capazes de garantir abastecimento e qualidade.
Se a estrutura atual não atende à demanda, chegou a hora de discutir alternativas: melhorias no sistema, ampliação da capacidade, investimentos no tratamento ou outra solução tecnicamente viável.
A população paga impostos e tarifas e espera o básico: abrir a torneira e ter água.
Papanduva precisa de menos discurso, menos justificativas e mais resultado. Porque problema recorrente não se resolve em plenário — resolve-se com planejamento e ação.
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