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Projeto que altera direitos dos professores é aprovado em São Bento do Sul e categoria ameaça greve

Projeto que altera direitos dos professores é aprovado em São Bento do Sul e categoria ameaça greve

Durante a sessão, professores acompanharam atentamente os posicionamentos dos vereadores

JL
15 de maio de 2026
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A Câmara de Vereadores de São Bento do Sul aprovou, na sessão da última terça-feira (12), o projeto encaminhado pelo prefeito Antonio Tomazini (PL) que altera direitos dos professores da rede municipal de ensino. A votação mobilizou dezenas de educadores, que lotaram o plenário na tentativa de pressionar os parlamentares e reverter o resultado.

Durante a sessão, professores acompanharam atentamente os posicionamentos dos vereadores e manifestaram indignação após a aprovação do projeto. Ao final da votação, houve protestos e vaias direcionadas aos parlamentares que votaram favoravelmente à proposta do Executivo.

Após deixarem o plenário, os educadores seguiram em frente à Câmara Municipal, onde entoaram gritos de “greve já”, cobrando mobilização imediata da categoria. Diante do cenário, o sindicato que representa os professores anunciou que deve iniciar ainda nesta quinta-feira (13) os preparativos legais para a decretação de estado de greve.

Segundo a entidade, um edital de convocação deverá ser publicado nos próximos dias para definir a data e o local de uma assembleia geral que irá discutir os próximos passos do movimento, incluindo uma possível paralisação das atividades e a notificação oficial à Prefeitura.

Vereadores dividiram opiniões durante votação

Os professores esperavam contar com o apoio do vereador Joelmir Bogo (UB), considerado peça importante para tentar barrar o projeto. No entanto, apesar de não se manifestar durante a discussão, o parlamentar votou favoravelmente à proposta do governo.

O vereador Professor Magrão (PL) afirmou que a cobrança para alteração da legislação partiu de outros servidores da educação, citando profissionais como cozinheiras, auxiliares de limpeza e especialistas. Durante sua fala, declarou não concordar com o que chamou de “privilégio” relacionado aos 45 dias de férias dos professores e também votou a favor do projeto.

Já a líder do governo na Câmara, vereadora Terezinha Maria Dybas (PSD), defendeu que “a lei existe e deve ser cumprida até ser alterada”, reforçando seu posicionamento favorável à mudança na legislação.

Também votaram acompanhando a base governista os vereadores Cátia Friedrich (PSD), Marcelo Quost (PL) e Vilsinho (PL).

Parlamentares defenderam valorização dos educadores

Em defesa dos professores, os vereadores Gilmar Pollum (PL), Rodrigo Vargas (PP), Zuleika Voltolini (PP) e Diego Niespodzinski (MDB) destacaram a importância da categoria para a sociedade e o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido nas escolas municipais.

Durante a sessão, o presidente da Câmara, Gilmar Pollum, emocionou parte do público ao afirmar que teve professores presentes como educadores em sua trajetória pessoal.

“Eu estou vendo alguns aqui que foram meus professores, e eu não posso olhar para vocês e votar contra vocês”, declarou o parlamentar durante a votação.

A aprovação do projeto aumenta a tensão entre o Executivo e os profissionais da educação, enquanto a categoria agora se organiza para decidir sobre uma possível greve nos próximos dias.

 

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