Jornal Liberdade
O Brasil conseguiu acertar de novo!

O Brasil conseguiu acertar de novo!

Sem perder o rumo certo!

Cléverson Israel Minikovsky
26 de outubro de 2026
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Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu emplacar ontem (25/10/2026) seu quarto mandato presidencial. Quem venceu foi a nação brasileira. Quando eu era militante do PDT, fui ensinado a acreditar que o maior homem da história do nosso país foi Getúlio Vargas, e, em segundo lugar, que Leonel de Moura Brizola criou o PDT, para que a sigla desse prossecução a tudo o que foi colocado em andamento na era varguista. Deveras, o que Getúlio Vargas fez pelo Brasil não foi pouca coisa. Todavia, a partir de ontem, começo a me sentir seguro em afirmar que Lula destronou Vargas, assumindo a primeira posição. É cedo para falar. A juíza suprema é a história. O que me causou estranheza foi a margem de votos do candidato oposto, menos que um moleque quando comparado a Lula. Não mereceu fazer a votação que fez. Vários são os motivos a comemorar: SUS, serviços odontológicos, o cuidado com a primeira infância, ensino superior acessível e de qualidade, bem-estar social, relações de trabalho dignas, etc. Mas além de tudo isso, o mundo, agora, passa por um momento especial. E o mandato que outorgamos ontem a Lula e ao PT, cuja duração se espraia por quatro anos, repercutirá, no mínimo, por vinte anos. Lula recebeu saudações e parabenizações de muitos chefes de Estado e de governo. Desde América Latina a Europa, desde Ásia a África, de políticos conservadores e de progressistas. Lula é um veterano: na vida e na política. No dia de hoje, ele, melhor do que ninguém, sabe o que precisa ser feito. Em detrimento de um capacho de estrangeiros, excelemos colocar na condução do Estado um legítimo estadista. Uma potência da envergadura do Brasil não pode acatar, para um cargo tão importante, um leigo, um amador (para não usar termos mais sobrecarregados). Lula valoriza a democracia porque conhece bem o quanto custou para que ela fosse soerguida das cinzas da ditadura. Ele valoriza o trabalhador porque trabalhou. E não foi qualquer trabalho, mas um trabalho exigente. Quem nunca trabalhou desconhece o impacto da carga horária laboral sobre o obrador. Pimenta no olho do outro não afeta a vista de quem está de fora. O engajamento político sobrepujou o entretenimento e a ingenuidade. O instante de agora é de alerta e atenção. Haverá o momento da festa. Mas este momento não é o agora. Ontem fizemos coisa certíssima, caroáveis compatriotas. Este, entretanto, foi só o começo. É preciso que trabalhemos e estudemos como nunca antes fizemos. Toda garra e determinação são poucas. Desafio os colegas intelectuais a produzirem teoria como nunca antes o fizemos. Em qualidade, profusão e extensão. Recordando que somos brasileiros e não norte-americanos. E que os norte-americanos têm o próprio pensamento voltado para si mesmos, Lula recuperou a noção de que os problemas brasileiros serão resolvidos aqui dentro mesmo. A prosperidade do nosso país não será um brinde entregue pelos gringos. Mesmo que façamos parceria com a China, é o sal do nosso suor que tempera a economia brasileira. Então, quem for pensador, terá de elaborar um pensamento universal, sim, mas profundamente arraigado na realidade nacional. Países como China e Índia estão conseguindo se refazer a partir das próprias entranhas. Parcerias internacionais podem ser muito boas, mas precisamos ter bons produtos. Materiais ou imateriais. O contexto mundial será favorável ao Brasil, dentre outras razões, porque ele está sendo protagonista da mudança, o artífice de uma nova ordem, política, econômica, cultural, que torna o orbe um espaço multipolar, mais democrático planetariamente falando. O Brasil, ladeado por outros países emergentes, está sendo pioneiro na edificação do novo sul global. A eleição de outubro de 2026 foi de muita luz!

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