Nova promotora destaca atuação próxima da comunidade e reforça papel do Ministério Público
Durante a entrevista, a promotora também esclareceu dúvidas sobre a atuação do Ministério Público
Papanduva
A nova titular da 1ª Promotoria de Justiça de Papanduva, promotora de Justiça Bruna Amanda Ascher Razera, concedeu entrevista ao Jornal Liberdade (JL) e falou sobre sua trajetória profissional, as áreas prioritárias de atuação do Ministério Público e a importância da aproximação com a comunidade.
Natural de Curitiba (PR), Bruna contou que construiu sua formação acadêmica na capital paranaense, onde cursou Direito e concluiu mestrado antes de iniciar a preparação para concursos públicos.
“Nasci em Curitiba, vivi praticamente toda a minha vida lá, fiz faculdade de Direito e mestrado. Depois comecei a estudar para concurso e, em 2024, ingressei no Ministério Público de Santa Catarina. Sempre tive bastante afinidade com o estado, então foi uma escolha muito tranquila vir para Santa Catarina, que é um lugar acolhedor e muito bom”, destacou.
Após tomar posse no Ministério Público catarinense, em novembro de 2024, Bruna atuou inicialmente como promotora substituta em Lages, permanecendo cerca de um ano e meio na região, até assumir a titularidade da 1ª Promotoria de Justiça de Papanduva.
Atuação da promotoria
Questionada sobre as principais prioridades da promotoria local, Bruna explicou que as duas Promotorias de Justiça da comarca possuem áreas distintas de atuação.
Segundo ela, a 1ª Promotoria concentra demandas ligadas à infância e juventude, defesa dos direitos das pessoas idosas e com deficiência, saúde, defesa do consumidor e improbidade administrativa.
“As áreas que mais movimentam a promotoria são infância e adolescência, direitos das pessoas idosas e com deficiência, saúde, consumidor e também improbidade administrativa e moralidade pública”, explicou.
Saúde e acesso a medicamentos
Durante a entrevista, a promotora também esclareceu dúvidas sobre a atuação do Ministério Público em demandas relacionadas à saúde, especialmente nos casos em que pacientes encontram dificuldades para obter medicamentos ou tratamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Bruna explicou que a população pode procurar diretamente a promotoria para receber orientação e análise jurídica sobre cada caso.
“A promotoria pode analisar a situação, verificar se existe direito ao medicamento e estudar a viabilidade de medidas judiciais ou encaminhamentos necessários. Existem remédios que não são obtidos diretamente pelo SUS, mas há situações específicas em que o direito pode ser reconhecido”, afirmou.
Ministério Público mais próximo da população
Outro ponto destacado pela promotora foi o fortalecimento do relacionamento entre Ministério Público e comunidade.
Bruna ressaltou que o acesso da população à promotoria é simples e não exige advogado ou agendamento prévio.
“É importante deixar claro que as portas da promotoria estão sempre abertas. Temos horário de atendimento sem necessidade de hora marcada e sem exigência de advogado. Quem tiver alguma demanda ou dúvida relacionada ao trabalho do Ministério Público pode procurar a promotoria e será bem atendido”, disse.
Ela reforçou ainda que a atuação do órgão depende da participação popular.
“O Ministério Público precisa que as demandas sejam trazidas pela população. Esse contato direto é fundamental para que possamos atuar e fortalecer a defesa dos direitos coletivos e individuais”, completou.
Entenda a rotatividade dos promotores
Durante a conversa, Bruna também explicou um tema frequentemente questionado pela comunidade: a rotatividade de promotores em cidades menores.
Segundo ela, a carreira no Ministério Público é estruturada em etapas, o que faz com que promotores avancem gradualmente para comarcas maiores.
“A carreira é formada por degraus. Primeiro, atuamos como promotores substitutos, respondendo por várias promotorias. Depois passamos para as comarcas iniciais, como Papanduva, e posteriormente para comarcas maiores, como Mafra e Canoinhas, até chegar às comarcas especiais, como Joinville e Florianópolis. Papanduva é considerada uma promotoria de início de carreira e, por isso, os promotores geralmente permanecem entre um e dois anos antes de serem promovidos para cidades maiores ”, explicou.
Mensagem à comunidade
Ao final da entrevista, Bruna reforçou a importância da participação da sociedade na defesa dos direitos coletivos e individuais.
“A população é essencial para que o Ministério Público possa atuar. Quando as pessoas têm conhecimento de alguma violação de direitos ou de situações irregulares, é importante que tragam essas informações. Só assim conseguimos agir, fortalecer a defesa dos direitos e atuar em conjunto com a sociedade e o poder público”, concluiu.
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