Jornal Liberdade
São Bento do Sul registra 228 atendimentos no Serviço de Escuta Especializada em 2025

São Bento do Sul registra 228 atendimentos no Serviço de Escuta Especializada em 2025

Serviço integra a rede municipal de proteção de crianças e adolescentes e atua no acolhimento e no encaminhamento de situações de violência, com foco na garantia de direitos e na prevenção da revitimização.

JL
23 de outubro de 2026
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O Serviço de Escuta Especializada de São Bento do Sul realizou 228 atendimentos a crianças e adolescentes em 2025. Do total, 143 foram do sexo feminino e 85 do sexo masculino. O trabalho integra a rede de proteção do município e busca assegurar acolhimento, cuidado e encaminhamentos adequados em situações de violência.

A atuação do serviço é o tema da terceira e última reportagem da série especial Infância Protegida — Informação, Acolhimento e Prevenção, que abordou, ao longo da semana, a identificação, a prevenção e o enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes.

Prevista na Lei Federal nº 13.431/2017, a Escuta Especializada é realizada por profissional capacitado da rede de proteção. O procedimento busca compreender as necessidades da criança ou do adolescente para orientar as medidas de cuidado e proteção necessárias.

A Escuta Especializada não tem caráter investigativo nem a finalidade de produzir provas. Seu objetivo é acolher a vítima e viabilizar os encaminhamentos necessários, evitando que ela precise repetir o relato diversas vezes a diferentes profissionais, situação que pode provocar a revitimização.

Como agir diante de um relato de violência

Outro ponto importante é a revelação espontânea, que ocorre quando a criança ou o adolescente relata, por iniciativa própria, uma situação de violência a alguém em quem confia.

Nesses casos, a orientação é ouvir com atenção, acolher sem julgamentos e evitar perguntas desnecessárias ou insistentes. Também é importante não pressionar a criança a fornecer detalhes e buscar os serviços responsáveis pelos encaminhamentos adequados.

A proteção de crianças e adolescentes depende da atuação conjunta da família, da comunidade e dos profissionais que integram a rede de atendimento. Reconhecer os sinais, acolher os relatos e acionar os serviços competentes são medidas fundamentais para prevenir novas situações de violência e garantir direitos.

Com esta reportagem, a série Infância Protegida encerra sua abordagem sobre informação, acolhimento e prevenção, reforçando que a proteção de crianças e adolescentes é uma responsabilidade de toda a sociedade.

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