
São Bento do Sul registra 228 atendimentos no Serviço de Escuta Especializada em 2025
Serviço integra a rede municipal de proteção de crianças e adolescentes e atua no acolhimento e no encaminhamento de situações de violência, com foco na garantia de direitos e na prevenção da revitimização.
O Serviço de Escuta Especializada de São Bento do Sul realizou 228 atendimentos a crianças e adolescentes em 2025. Do total, 143 foram do sexo feminino e 85 do sexo masculino. O trabalho integra a rede de proteção do município e busca assegurar acolhimento, cuidado e encaminhamentos adequados em situações de violência.
A atuação do serviço é o tema da terceira e última reportagem da série especial Infância Protegida — Informação, Acolhimento e Prevenção, que abordou, ao longo da semana, a identificação, a prevenção e o enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes.
Prevista na Lei Federal nº 13.431/2017, a Escuta Especializada é realizada por profissional capacitado da rede de proteção. O procedimento busca compreender as necessidades da criança ou do adolescente para orientar as medidas de cuidado e proteção necessárias.
A Escuta Especializada não tem caráter investigativo nem a finalidade de produzir provas. Seu objetivo é acolher a vítima e viabilizar os encaminhamentos necessários, evitando que ela precise repetir o relato diversas vezes a diferentes profissionais, situação que pode provocar a revitimização.
Como agir diante de um relato de violência
Outro ponto importante é a revelação espontânea, que ocorre quando a criança ou o adolescente relata, por iniciativa própria, uma situação de violência a alguém em quem confia.
Nesses casos, a orientação é ouvir com atenção, acolher sem julgamentos e evitar perguntas desnecessárias ou insistentes. Também é importante não pressionar a criança a fornecer detalhes e buscar os serviços responsáveis pelos encaminhamentos adequados.
A proteção de crianças e adolescentes depende da atuação conjunta da família, da comunidade e dos profissionais que integram a rede de atendimento. Reconhecer os sinais, acolher os relatos e acionar os serviços competentes são medidas fundamentais para prevenir novas situações de violência e garantir direitos.
Com esta reportagem, a série Infância Protegida encerra sua abordagem sobre informação, acolhimento e prevenção, reforçando que a proteção de crianças e adolescentes é uma responsabilidade de toda a sociedade.




