Professores se reúnem em São Bento do Sul e criticam projeto que reduz férias da categoria
Os professores mostraram-se insatisfeitos com a decisão tomada pelos vereadores em votar a caráter de urgência esse projeto
Na noite de quarta-feira (29), cerca de 60 professores participaram de uma reunião promovida pelo Sindicato dos Servidores Públicos de São Bento do Sul para discutir o Projeto de Lei nº 240/2026, que prevê a redução das férias dos profissionais da educação de 45 para 30 dias.
Durante o encontro, também foram abordadas outras pautas já em discussão, como o pagamento do adicional de 1/3 de férias e a concessão de vale-alimentação. A principal preocupação, no entanto, foi a tramitação do projeto em regime de urgência na Câmara de Vereadores, o que gerou insatisfação entre os educadores.
Além da proposta de redução das férias, os profissionais manifestaram críticas a decisões da Secretaria Municipal de Educação relacionadas a temas como comunicação interna, realização de atividades aos sábados, aplicação de horas extras e exigências fora do horário regular de trabalho, como participação em reuniões e entrega de boletins após as 17h.
Outro ponto levantado foi a possibilidade de transformar faltas justificadas por atestado médico em reposição de horas de atividade, medida que também preocupa a categoria.
Durante a reunião, professores relataram sobrecarga de trabalho e impactos na saúde mental. Entre as dificuldades citadas estão a falta de profissionais de apoio para alunos com deficiência, excesso de demandas administrativas e ausência de formações alinhadas à realidade da sala de aula.
“A cada dia mais professores estão se afastando por questões de saúde mental. É preciso olhar para quem está dentro da escola, não apenas para a estrutura física”, destacou uma das participantes.
A categoria também cobrou avanços em temas como piso salarial, formação continuada, capacitação de gestores e a criação de equipes multidisciplinares para apoio aos profissionais da educação.
Diante do cenário, os professores afirmaram que seguem mobilizados para evitar a perda de direitos. Entre as possibilidades discutidas estão paralisações e até greve, caso não haja avanço nas negociações.
O sindicato informou que continuará acompanhando a situação e buscando diálogo para a resolução das demandas apresentadas pela categoria.
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