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Produção de ovos atinge recorde histórico e reforça importância do setor em Santa Catarina

Produção de ovos atinge recorde histórico e reforça importância do setor em Santa Catarina

O setor mantém ritmo de crescimento em 2026

JL
04 de outubro de 2026
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Santa Catarina registrou em 2025 o maior volume de produção de ovos desde o início da série histórica do IBGE, em 2012.

A produção catarinense de ovos destinados ao consumo alcançou 121 milhões de dúzias em 2025, colocando o estado na 10ª posição entre os produtores brasileiros e representando cerca de 3% da produção nacional.

O setor mantém ritmo de crescimento em 2026. Segundo dados do IBGE, a produção catarinense aumentou 1% no primeiro semestre de 2026, na comparação com os seis primeiros meses de 2025. O estado possui mais de 5 milhões de galinhas poedeiras, enquanto a Cidasc contabiliza aproximadamente 200 produtores comerciais.

De acordo com o analista de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri/Cepa, Alexandre Luís Giehl, a avicultura de postura movimentou cerca de R$ 1,8 bilhão em Valor da Produção Agropecuária (VPA) em 2025. O resultado correspondeu a 2,4% do VPA estadual e colocou a produção de ovos na 11ª posição entre as atividades mais relevantes do agronegócio catarinense.

Custos e sanidade estão entre os desafios

Entre os principais desafios enfrentados pelos produtores estão os custos de produção e a manutenção da sanidade dos plantéis.

A alimentação das aves tem forte peso nas despesas da atividade. A ração representa aproximadamente 60% do custo de produção dos ovos, enquanto o milho corresponde a cerca de 65% de sua composição.

Segundo Giehl, essa dependência deixa o setor sujeito às oscilações do mercado de grãos. Embora os custos tenham apresentado maior estabilidade nos meses mais recentes, os preços dos ovos recuaram ao longo de 2026. Em setembro de 2026, os valores ficaram quase 17% abaixo dos registrados em setembro de 2025, considerando a inflação medida pelo IGP-DI.

Em relação ao milho, Santa Catarina apresenta uma demanda anual de aproximadamente 8,5 milhões de toneladas, sendo cerca de 98% destinada à alimentação animal. Na safra 2025/26, encerrada recentemente, o estado produziu 2,70 milhões de toneladas.

A sanidade animal também exige atenção permanente, especialmente diante do risco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP). O trabalho conjunto de vigilância realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Cidasc busca preservar a condição sanitária dos plantéis comerciais catarinenses.

Consumo deve continuar em alta

As perspectivas para o mercado permanecem positivas. Para 2026, a projeção é de consumo médio de 307 ovos por habitante no Brasil, o que representa crescimento de 6,6% em relação ao consumo estimado para 2025.

A expansão da demanda interna, aliada à ampliação dos mercados de exportação, tende a sustentar a cadeia produtiva. A produção, entretanto, pode apresentar oscilações conforme os custos, os preços dos insumos e as condições do mercado.

São Ludgero é destaque estadual

A produção de ovos também está concentrada em determinadas regiões de Santa Catarina. Um dos principais polos é São Ludgero, no Sul do estado.

O município recebeu, em 2025, o reconhecimento oficial da Assembleia Legislativa de Santa Catarina como “Capital Catarinense da Produção de Ovos Comerciais de Galinha e de Codorna”, por meio da Lei nº 19.261/2025.

Conforme dados do IBGE, São Ludgero produziu 49,8 milhões de dúzias de ovos em 2025. O volume correspondeu a mais de um quarto da produção estadual destinada ao consumo, considerando os diferentes níveis de escala produtiva.

Os dados consolidados de 2025 e os indicadores parciais de 2026 mostram a relevância da avicultura de postura para o agronegócio catarinense, tanto na geração de renda quanto no abastecimento do mercado.

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