
Operação contra suposto plano de ataques chega à região
Conversas analisadas citam possíveis invasões de prédios públicos e fabricação de explosivos
Uma operação que investiga a suposta articulação de ações violentas com potencial risco à ordem pública e às instituições democráticas teve desdobramentos no norte catarinense na manhã desta terça-feira (4).
Corupá foi um dos alvos da operação “Rede Interrompida”, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e do CyberGaeco do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Corupá e Blumenau. As diligências fazem parte de um inquérito que apura a possível organização de atos violentos planejados para o período das eleições de 2026.
Investigação
A investigação começou após a Polícia Civil do Distrito Federal receber um relatório técnico produzido pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. A partir desse material, os investigadores aprofundaram a apuração sobre a atuação dos suspeitos.
Segundo as autoridades, durante a investigação foram encontradas comunicações que mencionavam repetidamente Brasília como destino de uma mobilização planejada para o período eleitoral. Entre os conteúdos analisados estavam discussões sobre invasão de prédios públicos, escolha de possíveis alvos, estratégias de atuação, recrutamento de participantes em diferentes estados, além do compartilhamento de mapas, plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de edificações localizadas na região central da capital federal.
Artefatos explosivos
As investigações também identificaram o compartilhamento de conteúdos relacionados à fabricação de artefatos explosivos, fato que levou ao reforço das diligências e à adoção de medidas para preservar provas e impedir eventual destruição de evidências.
Durante o cumprimento dos mandados em Corupá e Blumenau, o objetivo foi apreender computadores, celulares e outros equipamentos eletrônicos, além de materiais que possam contribuir para esclarecer o grau de organização do grupo investigado, identificar outros possíveis envolvidos e verificar em que estágio estariam os supostos planos discutidos.
Todo o material recolhido será submetido à perícia técnica e servirá de base para o prosseguimento das investigações.
Gaeco e CyberGaeco
O Gaeco é uma força-tarefa do Ministério Público de Santa Catarina formada por integrantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, com atuação no combate às organizações criminosas. Já o CyberGaeco é o núcleo especializado na prevenção e repressão de crimes praticados em ambientes virtuais.
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