
Fim da escala 6x1 é aprovado no Senado e representa vitória política para Lula
A proposta foi aprovada em dois turnos, com 75 votos favoráveis
PEC recebeu 75 votos favoráveis e apenas um contrário nos dois turnos; proposta prevê redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial.
O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (14) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, modelo em que o trabalhador cumpre seis dias de atividade para um de descanso. A votação representa uma vitória política para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que defende a mudança como uma medida para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, a poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais.
A proposta foi aprovada em dois turnos, com 75 votos favoráveis e apenas um contrário em cada votação. O único voto contrário foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). O resultado expressivo reuniu apoio de parlamentares do governo e da oposição, incluindo integrantes do Partido Liberal (PL), ligado ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.
A aprovação ocorreu após um acordo para acelerar a tramitação. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), apresentou um requerimento de calendário especial, que permitiu a realização das duas votações na mesma noite. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), apoiou a medida.
O que muda para os trabalhadores
O texto estabelece a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. A folga aos domingos será preferencial, respeitadas as regras previstas na proposta e as condições específicas de determinadas categorias.
A implementação será gradual. Conforme o texto aprovado, 60 dias após a promulgação, a jornada semanal será reduzida para 42 horas. Depois de 12 meses, o limite passará a ser de 40 horas semanais.
A PEC já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e não sofreu alterações no Senado. Com a aprovação nos dois turnos, o texto segue para promulgação pelo Congresso Nacional, etapa necessária para a mudança constitucional entrar em vigor.



