Jornal Liberdade
Estupro de vulnerável rende pena de 53 anos

Estupro de vulnerável rende pena de 53 anos

Atuação do Ministério Público resultou em condenações da Justiça

Redação
21 de outubro de 2026
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A atuação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) resultou em duas condenações por estupro de vulnerável em casos ocorridos na região Norte do Estado – a comarca não foi divulgada. As decisões reconhecem a prática reiterada de abusos sexuais contra meninas por homens que integravam o núcleo familiar das vítimas, situação que agravou a violência e a vulnerabilidade das crianças e adolescentes.

 

Convivência familiar

Em um dos casos, a ação penal do Ministério Público apontou que o padrasto submeteu a enteada a abusos sexuais reiterados entre 2021 e 2026, período em que a vítima tinha entre cinco e dez anos. O acusado se aproveitava da convivência familiar para praticar atos de natureza sexual quando permanecia sozinho com a criança. Os crimes vieram à tona após a mãe suspeitar de uma situação ocorrida dentro da residência e a vítima relatar os abusos aos familiares.

Denunciado pelo Ministério Público, o réu foi condenado a 53 anos, 5 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado. A decisão também fixou indenização de R$ 50 mil por danos morais à vítima

 

Segundo processo

No segundo processo, o Ministério Público demonstrou que um homem praticou, por diversas vezes, atos libidinosos contra a enteada entre 2019 (quando ela tinha 11 anos de idade) e 2022. A vítima relatou que os abusos ocorriam em casa quando a mãe estava ausente ou dormindo. O caso foi revelado após uma amiga da adolescente relatar comportamento inadequado do homem durante um passeio, ocasião em que também ficou comprovado o fornecimento de bebida alcoólica às duas menores de idade.

 

Indenização

O homem recebeu pena de 38 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado, além de 4 anos e 4 meses de detenção por fornecer bebida alcoólica a adolescentes. Também foi fixada indenização de R$ 50 mil à vítima e determinada a perda do poder familiar.

Para a promotora de Fernanda Priorelli Soares Togni, as condenações reafirmam o compromisso do Ministério Público na devida apuração e responsabilização de autores de crimes hediondos, praticados no âmbito da violência sexual inframiliar. “As altas penas cominadas refletem a gravidade dos crimes, reconhecida pelo Poder Judiciário”, concluiu.

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