
Escala 5 por 2, Governo Lula. Trabalho Pago por Hora, Governo Flávio Bolsonaro. O Que Tu Prefere?
Por Alan Alves Moreira
Escala 5 por 2, Governo Lula. Trabalho Pago por Hora, Governo Flávio Bolsonaro. O Que Tu Prefere? E o Sangue do Dia Primeiro de Maio
Por: Alan Alves Moreira
Data: 15 de Outubro de 2026
A recente mobilização popular pela transição para a escala 5x2 trouxe uma esperança de alívio para o trabalhador. Para muitos, no entanto, parece que de nada adiantou a luta do povo contra o filho desses caras aí. Se o senador Flávio Bolsonaro (PL) vencer as eleições e assumir a presidência da República, sua principal proposta para o mercado de trabalho será a liberação da negociação do trabalho por hora.
Na prática, se essa legislação por hora for aprovada, o trabalhador brasileiro vai perder os direitos trabalhistas conquistados a custa de muito suor, sangue e sacrifício ao longo das décadas. Sob o discurso de "liberdade de negociação", o patrão passa a pagar apenas pelas horas trabalhadas, eliminando garantias vitais como o salário fixo, estabilidade, férias proporcionais e proteções básicas.
O Sangue do Primeiro de Maio
A história é clara e nos ensina que nenhuma garantia trabalhista foi concedida de graça. A própria origem do 1º de Maio, o Dia do Trabalhador, é fruto direto do sangrento Massacre de Haymarket, ocorrido em Chicago (EUA), em maio de 1886.
Naquele período, operários foram às ruas para exigir uma pauta justa: a redução da jornada diária para 8 horas de trabalho. A resposta do sistema foi a repressão policial violenta, que resultou em tiros, mortes e na execução por enforcamento dos líderes operários. Aqueles direitos não foram dados por bondade, foram conquistados a base de muito sangue e suor nas ruas.
Ao tentar impor a negociação individual por hora no Brasil atual, abre-se espaço para rasgar a história e empurrar o trabalhador de volta às condições do século XIX. Se a livre negociação por hora prevalecer, tudo o que foi conquistado com o sangue dos trabalhadores do passado será varrido do mapa, deixando a classe trabalhadora totalmente indefesa diante do poder econômico.




