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Como agir diante de uma suspeita de violência contra crianças e adolescentes

Como agir diante de uma suspeita de violência contra crianças e adolescentes

Segunda reportagem da série “Infância Protegida” orienta sobre prevenção, acolhimento e canais de proteção disponíveis em São Bento do Sul.

JL
21 de outubro de 2026
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A informação é uma das principais ferramentas para prevenir a violência contra crianças e adolescentes. Saber reconhecer situações de risco, acolher possíveis vítimas e procurar os serviços competentes são atitudes fundamentais para garantir direitos e fortalecer a rede de proteção.

A conscientização deve estar presente nas famílias, nas escolas, nos serviços de saúde e nos espaços comunitários. Conversar sobre respeito, limites corporais, privacidade, segurança na internet e o direito de pedir ajuda contribui para que crianças e adolescentes identifiquem situações inadequadas e compreendam que não precisam enfrentar esses problemas sozinhos.

Entre as principais medidas de prevenção estão ensinar que o corpo deve ser respeitado, explicar que ninguém pode exigir segredo sobre situações que envolvam violência ou toques inadequados e manter um diálogo aberto, sem julgamentos ou ameaças.

Também é importante orientar sobre os riscos no ambiente digital, como abordagens de desconhecidos, pedidos de imagens íntimas e ameaças pela internet. Mudanças de comportamento que despertem preocupação devem ser observadas com atenção, buscando-se orientação profissional quando necessário.

Como acolher uma revelação de violência?

Quando uma criança ou adolescente relata que sofreu ou presenciou uma situação de violência, a maneira como é recebido pode influenciar sua sensação de segurança. O primeiro passo é ouvir com calma, atenção e respeito.

É importante demonstrar que a criança ou o adolescente está sendo levado a sério e deixar claro que não tem culpa pelo ocorrido. Expressões como “Você fez certo em me contar”, “Estou aqui para ajudar” e “Você não tem culpa” podem contribuir para transmitir segurança.

Quem recebe o relato deve evitar perguntas insistentes, sugestões de respostas ou atitudes que possam constranger a vítima. Também não deve confrontar o possível autor da violência nem pedir que a criança ou o adolescente repita várias vezes o que aconteceu.

Não se deve prometer segredo absoluto, pois pode ser necessário comunicar a situação aos serviços responsáveis pela proteção. A prioridade é garantir a segurança da vítima e buscar os encaminhamentos adequados.

A responsabilidade pela proteção é dos adultos e dos serviços competentes, nunca da criança ou do adolescente.

Onde buscar ajuda em São Bento do Sul?

Diante de uma suspeita, identificação ou revelação de violência, é importante não ignorar os sinais e procurar orientação. Diferentes serviços podem atuar conforme as características e a gravidade de cada situação.

Entre os canais disponíveis estão:

  • Conselho Tutelar: recebe comunicações relacionadas a ameaças ou violações dos direitos de crianças e adolescentes e adota as providências previstas em suas atribuições.

  • Serviço de Escuta Especializada e rede municipal de proteção: realizam os encaminhamentos e atendimentos pertinentes, conforme os procedimentos estabelecidos no município.

  • Escolas: professores, gestores e outros profissionais podem acolher a criança ou o adolescente e acionar os procedimentos de proteção aplicáveis.

  • Unidades de saúde: oferecem avaliação, atendimento e encaminhamentos relacionados à saúde física e emocional.

  • Disque 100: canal nacional gratuito para denúncias de violações de direitos humanos, incluindo violência contra crianças e adolescentes.

  • Polícia Militar – 190: deve ser acionada em situações de emergência ou perigo imediato.

Crianças e adolescentes também podem procurar um adulto de confiança, como um familiar, professor ou profissional de saúde. É fundamental que essa pessoa escute o relato com seriedade e ajude a buscar os serviços competentes.

Quando houver risco imediato, a prioridade é proteger a criança ou o adolescente e acionar os serviços de emergência.

Próxima reportagem: Escuta Especializada

A série especial “Infância Protegida — Informação, Acolhimento e Prevenção” chega à terceira e última reportagem na sexta-feira (23). O próximo conteúdo apresentará o Serviço de Escuta Especializada de São Bento do Sul, explicando seu funcionamento e sua importância no atendimento e na proteção de crianças e adolescentes.

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