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Empregos com carteira assinada batem recorde, segundo IBGE

Nacional

Por Gilmar dos Passos 10 min de leitura

O setor privado brasileiro testemunhou um marco histórico no trimestre encerrado em fevereiro deste ano, com o número de empregados com carteira de trabalho atingindo o maior valor já registrado desde o início da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse contingente alcançou a marca de 37,995 milhões, representando um aumento de 0,7% em relação ao trimestre anterior. Embora essa variação seja considerada estável do ponto de vista estatístico, ela reflete uma tendência de crescimento consistente, como destacado pela pesquisadora do IBGE, Adriana Beringuy.

Ao compararmos com o mesmo período do ano anterior, observamos um crescimento ainda mais expressivo, com um aumento de 3,2%, equivalente a mais 1,2 milhão de trabalhadores com carteira assinada no setor privado. É importante ressaltar que esses números não incluem os trabalhadores domésticos, cujo contingente permaneceu estável em 5,9 milhões, nem os trabalhadores por conta própria e os empregadores, que se mantiveram em 25,4 milhões e 4,2 milhões, respectivamente.

Em contrapartida, os empregados sem carteira no setor privado totalizaram 13,3 milhões, com um crescimento de 2,6% em relação ao ano anterior, representando um aumento de 331 mil pessoas. No que diz respeito à informalidade, embora o número de trabalhadores informais tenha apresentado uma ligeira queda em comparação com o trimestre anterior, situando-se em 38,8 milhões, esse valor ainda permanece acima dos registros de fevereiro de 2023.

Apesar da estabilidade no número total de ocupados, houve variações significativas nos setores específicos. Enquanto a agricultura e a administração pública, saúde e educação experimentaram quedas na ocupação, o segmento de transporte, armazenagem e correio foi o único a registrar aumento, indicando dinamismo em determinados nichos do mercado de trabalho.

No que concerne ao desemprego, a taxa alcançou 7,8% em fevereiro deste ano, um aumento modesto em relação ao trimestre anterior, mas uma redução significativa em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse padrão é comum no início do ano, devido à sazonalidade associada às festividades de fim de ano. No entanto, a contínua diminuição na comparação anual reflete uma trajetória positiva no mercado de trabalho.

Por fim, o rendimento real habitual dos trabalhadores apresentou um crescimento tanto no trimestre quanto no ano, acompanhado por um aumento na massa de rendimento real habitual, indicando uma melhora nas condições econômicas dos trabalhadores brasileiros. Esses dados revelam um panorama geral de estabilidade e crescimento no setor privado, apesar dos desafios enfrentados em meio às oscilações econômicas e sociais.

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