Diminui a incidência de inseto nocivo ao milho
Cigarrinhas estão presentes inclusive no Planalto Norte
Por Da Redação 6 min de leitura
Mafra, Major Vieira e Canoinhas têm registros
O levantamento realizado pelo programa “Monitora Milho SC” entre os dias 19 e 26 de janeiro indica que houve uma redução de mais de 40% no número de cigarrinhas-do-milho nas lavouras catarinenses em comparação com a semana passada. O inseto capaz de devastar plantações foi localizado inclusive no Planalto Norte, no caso, em Mafra, Major Vieira e Canoinhas.
Com lavouras já em fase de colheita e com novos plantios para a safrinha sendo semeados, o estado registra média estadual de 55 insetos por armadilha. Para a pesquisadora da Epagri/Cepaf, Maria Cristina Canale, responsável pelo programa Monitora Milho SC, a redução está relacionada com o manejo inicial realizado pelos agricultores nas novas lavouras.
Alta infectividade
Apesar da boa notícia, Maria Cristina mantém o alerta devido à alta infectividade dos insetos coletados em todas as regiões de Santa Catarina. “Os patógenos dos enfezamentos e viroses do milho foram detectados em amostras de todas as regiões do Estado. Por isso, é muito importante que os agricultores realizem o manejo químico da lavoura em fase vegetativa, especialmente quando as plantas estão jovens, com quatro ou cinco folhas. Essa prática contribui para reduzir e controlar a população de insetos nocivos ao milho “, explica.
Medidas
Outras medidas importantes são a regulagem do maquinário e os cuidados com o transporte para evitar a perda de grãos que podem dar origem ao milho voluntário, que serve de abrigo e alimento para as cigarrinhas. Além disso, o plantio de novas áreas não deve ser realizado ao lado de lavouras de milho maduras. “Os insetos presentes no ambiente tendem a migrar para os plantios mais novos, em busca de tecidos mais tenros para se alimentarem”, diz Maria Cristina.
